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Certos Donos do Poder

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quarta-feira, 11 de março de 2015



*Perenidade




O zero é a maior metáfora.
O infinito a maior analogia.
A existência o maior símbolo


Fernando Pessoa



Hoje, tão distante, veio a minha lembrança, 
o gostoso convívio com meu avô.

Após o jantar que acontecia muito cedo, tinha o seu ritual. Minha avó, criatura serena e matriarcal. Ávida por livros. Cultura que amadurecia no dia a dia.
Tinha a qualidade, quando ofendida fosse, de esperar e esperar - não importava o quanto, para colocar os pingos nos iis - face a face. 
Leopoldina, nome adequado, pois tinha o nome e o porte de lembrar uma princesa. 
Quieta e rigorosa no seu falar.

Antes do jantar,  meus avós e minha mãe, 
tomavam um pequeno drinque 
em um cálice de cristal com vinho do porto.
Durante o jantar, vinha sempre
 o acompanhamento de um vinho, geralmente português.
Meu avô, sempre carinhoso comigo, preparava uma sangria 
- em quase um dedal, onde tinha mais água que vinho.



Após o jantar, 
meu avô pedia minha presença em sua varanda..

Sua casa, um pequeno e aprazível bangalô, simples e singelo.
Eu, ainda adolescente, ficava todo envaidecido pelo seu convite.




Em sua varanda, sentado em sua cadeira de balanço tinha, sempre, um “causo” para contar.
Seus “causos” sempre me traziam alegria, pois participava, como se fosse, um dos personagens do seu narrar.




Minha admiração era muito grande por ele. Sua figura, portando seu pito de barro na boca, mostrava uma elegância de um bonito ver. Trazia comigo o desejo - quando adulto fosse – poder fazer do seu retrato o meu.
Personalidade forte, educado e gentil, fazia parte de sua alma pura o extraordinário caráter em seu viver.

Trazia em seu falar palavras que, pela beleza da voz, me trazia sempre a parecença da linda voz de  Walter Foster, mescladas de poesia e sonoridade musical.

Sempre quis poder me espelhar em seu modo elegante, e, em seu falar tão cheio de poesia, - sem entretanto conseguir.

- Afinal, meu jovem, vamos deixar de lado os
 "entretantos" 
não quero fugir ao meu narrar.

Em seu balanço, no ritmo do vai e vem de sua cadeira, 
entre uma pitada e outra, 
ia escorregando... lentamente... suas  palavras para o seu contar:
Descrevia, com seu modo particular, gostoso de ouvir, o que se passou então:


- Meu filho, infelizmente, nada mudou desde então.
 Ao lembrar o passado...
...ao ver o presente...
...ao pensar o futuro...me pergunto...?
Creio, no desejo de acreditar, 
- mesmo ingênuo seja - "no sim"

Seguia meu avô o seu contar:
- Lá, por volta de 18.. e tanto,  um enorme escândalo se deu, levando consigo uma grande indignação popular.

- Vou ser breve em meu contar, procurando ser mais rápido que a corrupção de então. 


- Não creio contudo que consiga - Pura Ingenuidade - ser mais rápido do que o rolar, sem parar - o dinheiro corrosivo - tal qual a água em enxurrada a correr em velocidade fantástica para o

LADRÃO 
DIFÍCIL GANHAR...!




Cena I: - O Ocorrido

- Grupo poderoso, com suas fortunas incalculáveis, suas ramificações corriam o mundo. E nesse trilhar das ramificações, podíamos ver, em seus caminhares, a despreocupação dos duques, marqueses, condes e barões, da mais pura fidalguia.







- Um conto; 
(conto, meu filho, era o dinheiro grosso) - rolavam e corriam de bolso em bolso, em fortunas de milhões e muitos e muitos milhões...




Hoje, no adiantado do tempo, digo eu: trocando as moedas para atualizar, podemos afirmar:
milhões e milhões de Dólares, dólares gordos e rechonchudos de um verde de gostoso ver e contar, chegando à casa dos bilhões, quando trocamos pelo nosso desnutrido Real.





Cena II:  - O Julgamento


- Julgamento se deu. Compunha o clima, os promotores e os advogados do mais alto custo. Em suas artimanhas, apoiados em tais e tais leis, em recursos e mais recursos, os advogados ganhavam a peleja com vantagem.

- Assisti, meu pequeno menino, algumas seções. 
Estarrecido fiquei, ao ver - quando um réu ao responder de forma tranqüila e displicente 
ao seu interrogador... era, sempre, 
como se estivesse respondendo com -  o que comeu em seu almoço. 
Trazia em seu semblante, um ar de enfado, de superioridade, como no seu entender, aquilo era mesmo ofensivo, inconveniente, e fora de propósito para com sua pessoa, de tão grande linhagem.
- Sabia, de antemão que aquilo daria em nada.
Pura perda de tempo.
- Ficava em seu imaginar; 
podia estar agora em meu restaurante predileto, degustando um excelente vinho e uma supimpa refeição.

- Oh! Madre mia, exclama meu avô.
Que mundo é esse, meu São Benedito?



Cena III - A Decepção

- Julgados foram.
- Alguns livres.
- Outros penalizados com um rigor inaudito:
- Coitados, com a prisão domiciliar - pois com fórum privilegiado, não podiam ser misturados a plebe ignara.

- Outros, mais triste ainda, condenados a prestar, uma vez por semana uma visita a um asilo para consolar os velhinhos, 
Purgando com todo esse Enorme Sacrifício, 
embora, de forma Injusta -  o serviço social imposto.

- Meu netinho! - dias tristes aconteceram.
- A grande decepção se deu!
- Primeiro a esperança da justiça não realizada;
- Segundo, a expectativa dos supostos direitos, aguardando, com ansiedade, o sim ou o não...
Terceiro, a ilusão que se perdeu...!




- Mesmo sabendo isso já tão Corriqueiro;
De tão Dia a Dia 
ainda assim, o povo uma grande TRISTEZA sentia, ao ver, novamente



depositphotos



- nossa RAINHA JUSTIÇA, fechar seus olhos com a venda, para nada mais ver.



Nosso povo tem sede de Justiça!




Mudam os atores, por morte ou velhice, mas, com certeza, não muda a peça e não mudam os cenários.

 Pode ter certeza meu querido. Esses nobres fidalgos, da mais alta estirpe, deixarão seus genes para novas gerações que virão, mais fortes e aperfeiçoadas


Melancólico


- OS dias SOMBRIOS se mostraram como CHUMBO, e as TREVAS se      fizeram presentes.

O AR trazia o nauseabundo em seu cheiro fétido, 
de seu repugnante odor de enxofre 
de difícil suportar...

ourobranconoticia










-A CHUVA no mostrar da tristeza - a cair gota em gota, como lágrimas de pesar em seu CHORAR...




play


O SOL, como envergonhado, procurou o escondido das nuvens,
por muitos e muitos dias...







- Meu neto, ao prestar atenção aos sons, podíamos ouvir, ao longe, a suave melodia chorosa de um Réquiem...




- Nada pior - ao ouvir de nossas autoridades e responsáveis, 
  seus dizeres inóxios e desculpas que, de antemão, 
  sabemos  não acreditar.
  Triste é ouvir hoje nos noticiários - o eterno blá,blá,blá!
- Você, tão novo não deve conhecer o falar popular:




portalmaritimo.com


- Hoje, o nosso sentir por eles, diria: 
   Nada como a sabedoria popular, ao dizer:

 - Conversa mole prá boi dormir! - ou;

 - Chover no molhado!

- Esse é o Blá, Blá, deles!

- Triste -Triste Sim!

- E, assim meu filho, mais uma vez mostrou-se a igualdade dos tempos:

- O Ontem

- O Hoje
- E, espero muito que não seja também esse Tempo - o Amanhã.

- Até por quê, passados uns dias, novas esperanças ressurgiram;




Epílogo


O Renascer de novas Esperanças






Suave briza, pouco a pouco, se espargiam sobre a terra, enviadas por Zéfiro, empurrando para longe, muito longe o pesado ar que havia.





rodrgonçaves



As Nuvens à bailar,
 desciam num 


bonito desabrochar. 
Abriam-se


para dar passagem ao Rei Sol.














Crianças, como você meu netinho,

 vinham de todos os cantos,

 empunhando flores, na renovação da Esperança.














Como é gostoso nesses dias de muito calor, 
uma ducha para lavar o corpo.

Maravilhoso é acordar, Lavar e Purificar a Alma, ao saber que o povo não está apático e indiferente.

Estava sim, revelando um pequeno cochilo.

Em seu cochilo, tristezas sonhou. 
Ver seu país caminhando 
sem rumo, Desordenado e cheio de CORRUPÇÃO,
sem nenhuma esperança...
... se possa sentir... 

·        Em sua Saúde, 
·        Em sua Educação; 
·        Em seu transporte e suas estradas;
·        Em suas fronteiras, onde corre livre o contrabando de  armas, 
drogas e MORTES...!
·        A Economia em decadência.
·        E Mais e Mais...

Dia 15 de março acordou de seu cochilo.

>Data para não se Esquecer< 

Com suas lindas concentrações em todo Brasil.
 São Paulo, um milhão de pessoas.
Brasil foi todo coberto e agasalhado com suas bandeiras, suas camisas e seus rostos com as cores do verde-amarelo.






























Em seguida - já no cair da noite, os famosos discursos...
...que nunca mudam...

Mais Blá! Blá! Blá...! 

influx



A querer cobrir o SOL com a PENEIRA...!

Nunca ouvi palavras tão Sábias e tão Ocas!


Os sábios falam porque têm alguma coisa para explicar;
os tolos, porque gostam de ouvir a própria voz!
Voltaire



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