Onde Estarão?
– Não Sei...!
Guardadas em Tantos Cantos
da Terra...
Ainda Hoje ...Admiradas...?
Bolhas de Sabão
(...)
Sentado, um menino sopra
num caniço,
Enche de ar as matizadas
bolhas de sabão,
E uma a uma elas vão
estourando
Com a pompa e os louvores
de um Salmo;
E a criança entrega toda
a alma ao sopro.
E todos os três, o velho,
o menino, o estudante,
Vão criando, da espuma da
“maia” universal,
Sonhos sedutores, que em
si não tem valor,
Porém onde a sorrir, a
luz eterna
Reconhece a si própria,
E jubilante inflama-se.
Hermann Hesse
Hermann Hesse

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