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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015




O Obscuro e o Clarear...


bickdmnds

O Obscuro...

Trago em minha lembrança uma criatura muito especial.
Estar com ele sempre aumentava minha admiração e afeto.
Amigo de tempos idos e muito bem vividos... 

Inocêncio, companheiro de Jec.
(Juventude Estudantil Católica)
Criatura a presentear em seus gestos, em seu andar e seu falar.
Seus gestos, como mágica, lembravam imagens em câmara-lenta. Parecia mesmo - como suspenso em uma bolsa de ar.
Sua figura lembrava um personagem de El Greco, parecia estar permanentemente em ascensão.
Não se podia imaginar que, 
aquela criatura, ao meu ver, tão frágil em seu físico, 
pudesse ter um espírito de tão grande beleza.



mdig

De seus olhos vinham à luz a clarear nossas dúvidas, e apaziguar nossos problemas - em nosso viver.

Transmitia a serenidade, a bondade e a mansidão - a calma em compreender a vida.
Transferia seu amor terno, pela sensibilidade, pelo seu sentir o drama e sofrimento de seus semelhantes numa enorme emoção.
Observava o quanto meu amigo sofria com os abandonados moradores de rua. 
Com as famílias na mais profunda penúria. 
Sofria com nossa decadente saúde e educação.  
Com os maus tratos aos animais.
Com a segurança, mortes, diariamente, de inocentes. 
Tão grave que acabou por se banalizar
Parece já ninguém mais se importar, salvo familiares e amigos das vítimas, no seu enorme sofrer.
 E, um nunca, nunca acabar de tantas desigualdades

e

Tantas Injustiças.



Ainda, me lembrando mais um pouco de nosso Inocêncio:

Outro companheiro, fazendo o convite para conhecermos o Bom Retiro.


gopixpic

Inocêncio, sem saber do que se tratava e, ao mesmo tempo curioso, seguimos... Vejo, então, seu semblante consternado, procurando ocultar suas lágrimas que nasciam e corriam pelo seu rosto.

Sempre ao conversar com ele, vinha a minha lembrança à semelhança com o príncipe Mishkin.







Irritado, coisa rara...
Continuava meu amigo:

Pelos presos que, esquecidos em seus chiqueiros, enjaulados como animais.

- Pergunto meu amigo – o que mudou desde a idade média?

Lá - ficam sem assistência ao direito.
 – Acentuo a expressão: 



- SEREM POBRES.


- Quiçá! – quantos inocentes...!? - jogados ao Deus dará.
Em chiqueiros, para no máximo quatro, mas amontoados quinze ou mais, com seus farrapos e todo tipo de imundice.

- Sem trabalho!
- Sem estudo!
- Sem atendimento médico especializado!

Onde corre livre a droga, o celular, e o que mais quiserem!
Criaturas, esquecidas. 
Bem longe da Sociedade... 
para que estes, 
da pura Sociedade; 
Dos poderes estabelecidos,
não sejam contaminados.


---***---



Como no dizer de Dostoievski:
Já disse que durante os meus anos de presídio jamais constatei entre os meus companheiros o menor remorso, o menor rebate de consciência, no seu foro íntimo, a maioria deles considerava que agira bem. (...) Mas, por outro lado, quem se pode gabar de haver sondado essas almas decaídas, de ter descoberto no seu mistério o que fica escondido ao universo inteiro? De qualquer forma, porém, no decorrer de tantos anos, eu deveria ter surpreendido em alguns daqueles corações um indício qualquer de sofrimento, de desespero. E, positivamente, nada descobri. (...) O presídio, os trabalhos forçados, não melhoram o criminoso; apenas o castigam, e garantem a sociedade contra os atentados que ele ainda poderia cometer. O presídio, os trabalhos forçados, desenvolvem no criminoso apenas o ódio, a sede dos prazeres proibidos, e uma terrível indiferença espiritual. Por outro lado, estou convencido de que o famoso sistema celular consegue atingir um resultado enganador, aparente. Suga a seiva vital do indivíduo, enerva-lhe a alma. Enfraquece-o, assusta-o, e depois nos apresenta como um modelo de regeneração, de arrependimento, o que é apenas uma múmia ressequida e meio louca.
É claro que o delinqüente rebelado contra a sociedade a odeia; considera quase sempre que é ele quem tem razão e ela que erra. O castigo que lhe impuseram permite-lhe aliás considerar-se absolvido, quite para com os homens. Pode-se afinal encarar a coisa sob um ângulo que dá azo quase a inocentar o culpado. Entretanto, todo o mundo reconhecerá que, em toda parte, desde o início das eras, e sob qualquer legislação, houve crimes que sempre foram considerados crimes, e que serão olhados como tais, enquanto o homem for homem. (...)






-----***-----



Subterrâneo das Almas 


Perdidas...





Dia 27 de janeiro, 2015 - 70 Anos

Voltamos em nosso pretérito, e 
chegamos aos prédios dos horrores. 

Tempos trágicos de perversidades sem limite.


Há não muito tempo, 
nosso Inocêncio esteve em Auschwitz.






Exprime, em sua dor, em sua alma o seu sentir, nada igual. -  Lembra-se, quando descia as escadas, correndo com sua mão pelo corrimão de um dos galpões, sentira a sensação de arrepiar. 

Sentira em seu braço seu sangue, como impulsionado por uma bomba de alta pressão, pronta a explodir, a subir e descer, ora gelado, ora fervendo. 


Não conseguia segurar aquela madeira a queimar sua mão. 


Sentira, como o passar de infinitas mãos em direção à morte.


Corpos ressequidos - MORTOS-VIVOS!

Criaturas esquálidas!  Suas cores, mostravam a cor magenta, outras, a cor do sangue pisado. 

Suas bocas chupadas pela falta dos dentes que foram arrancados a frio. 


Seus olhos, espelhando e refletindo o sofrimento e o horror!


Grávidas, com suas barrigas caídas e muchas, sabendo do seu amor - MORRER!

Larguei, diz Inocêncio  - aquele corrimão como que a sentir um enorme 
Choque Elétrico;

Aquela madeira Queimava - como em brasa, como o queimar do corpo e da alma...! 
...Como o queimar da Cruz de Cristo!

Não consegui nem mesmo fotografar. Cenas vinham em minha imaginação de tanto Horror.
Arrepiar, pela repulsão, pelo Padecimento incomparável e pelo seu mostrar os Crimes Bárbaros, em toda sua Repugnância.


bernardpras


SUCATAS!
IMPRESTÁVEIS!
Crianças que não serviam "pra" nada;
Mulheres sem nenhum atrativo; e Idosos, também inúteis.
Na chegada do trem, eram imediatamente, conduzidas à morte

Enfim! - 

Refugos que para nada prestavam.



Como falar em inferno depois da morte? - Quando o mesmo, quantas vezes, está ao nosso lado?

Desde muitas e muitas eras, nos defrontamos com violências e cenários de tragédias.




Poder! - Orgulho! - Dinheiro!



...Segue no seu dizer, Inocêncio:


-Sempre por mais Poder...!
-Sempre por mais Dinheiro...!
-Sempre mais e mais Orgulho...!




- No dizer dos Dissimulados, 
Fingidos e  
Hipócritas: 
as três máximas acima 
é que fazem o progresso.

Prefiro que esse progresso caminhe mais devagar... mais lento... Contudo, com mais Ética, Decência, Justiça, Honestidade e 
SEM ESCRAVIDÃO! 

- Se, ao nos depararmos com cenas de sofrimento.
- Na miséria. na fome e vergonha a correr o mundo;
- Nas atrocidades dos Ditadores;
- Com os maus-tratos, com nossos queridos animais, nossas crianças e idosos. 

- Nas guerras pelo dinheiro. Na mortandade entre irmãos;
(irmãos, é hábito dizer, quando da mesma nação) 
- Bobagem! 
- Importante entendermos a dimensão maior ao falar de "fraternos" - Fraternos são todos de nosso mundo. 
- Acredito mesmo, num mundo sem fronteiras. 
- Uma só fraternidade.
- Passaportes? Peças de museus... Talvez, ainda, leve séculos...!
Quem Sabe?




- UTOPIA! - QUIMERA? 


- Voltando um pouco a realidade me pergunto. - Será nesse novo despertar, venhamos a ter, um só ditador a dirigir o Mundo?
...Exemplos não faltam... 

- E quem sabe? - explodir uma nova guerra para tirá-lo de lá?



Segue meu amigo no seu falar:


- Para realizar essas barbáries estão:



- Centenas e centenas de anos e o homem não amadurece 

- Muito Triste e Chocante!



- Se nosso sentir e nosso olhar, for da indiferença, da alienação com o sofrimento alheio;


por cor, por raça, por incapacitados físicos e mentais, seria com certeza, meu caro amigo, não termos nascido.
- Os Ditadores!
- As Repúblicas!
- Os Impérios e Reinados!
- As Igrejas!
- Onde não há Corruptos?





histdasartes.blogspot
Como era de se esperar 
- e todos sabiam, 
seguiu nosso Inocêncio, o chamado de seu coração e sua vocação, 
indo ao encontro do acolhimento de um convento, por um bom tempo.


*O Clarear*


De tempos em tempos, ocorriam entre nós, novos encontros, conversando sobre vários assuntos.
Desses encontros aconteceu – no seu falar, sempre com a paz, serenidade, sua confissão:
Por um longo período em recolhimento, muito estudou e muito leu.
Muito refletiu sobre suas dúvidas, deixando-o em uma luta com sua consciência. Seu drama crescia em duração de bom tempo.
Há todo momento era posto a prova sua fé.

olharesuol
Entretanto, sua convicção crescia 
em um novo pensar sobre sua vocação, 
levando-o, finalmente, aclarar suas obscuridades.

Seguiu dizendo ainda que, 
chegara à conclusão e a certeza, de não ser esse o seu caminho.
Não obstante, 
seu sentimento nunca fora extinto, 
permanecendo em todo seu brilho.

- Meu bom amigo, 
vejo personalidades da mais elevada grandeza.
- Monumentos em seus talentos, 
suas inteligências e sensibilidades;
- Personagens dos mais queridos e respeitados, vemos através dos tempos. 
- Com suas obras na música e pintura, na escultura e na literatura. - Vemos brilhantes pensadores, cientistas e humanistas de primeira grandeza.

- Não posso deixar de citar, 
até em razão de minhas reflexões, CRISTO, 
que, pela sua graça, 
suas palavras e mensagens.
Sua bondade e Amor ao Próximo, 
podemos, 
com certeza, tê-lo como o ícone 


símbolo da Humanidade.

 - Nessa perspectiva, 
sinto-me hoje, 
meu irmão de tantos anos, 
um cristão - 
como imagino, sempre, ter sido. 
- Entretanto, 
com um novo despertar, 
um novo olhar e pensar, 
não menos e, não mais importante quanto antes, 
mas, com certeza 
com a compreensão e sensibilidade de outrora.

- Sempre levanto a questão: 
Será preciso uma enorme máquina de poder 
e
 riquezas tão grandes - como no dizer da música;

Tanta...

Pompa e Circunstância!

para justificar uma beleza tão simples?

Pergunto ao meu amigo Inocêncio: - Será mesmo Obscuro? 
– Ele responde: 
Creio que não!

Nesses intrincados e diversos caminhos da vida, nunca mais o vi, mas em minha memória permanece vivo – portanto - Vivo Está!

Qual o custo – me pergunto, de poder por fim a tantas Injustiças?
 –Com certeza - todos nós sabemos...!

Triste, muito triste, 
ao ouvirmos, em nossos noticiários; 
os "responsáveis" por esse ou aquele ministério ou secretária. 
Pelas "autoridades" e pelos "políticos", 
não acreditarmos em uma vírgula - sequer,
dos seus dizeres..., sempre o famoso blá! blá! blá...!
Conversa mole prá boi dormir!!!

Vem em minha lembrança
 – Quisera Adormecida...!
Nasci num país de rara beleza, 
de rara riqueza, 
com todo seu povo bom, generoso,
gentil e exuberante, 
mas... 
Cada vez mais sinto um preço caro, 
sem retorno social, a pagar.

COMO NO DIZER DO RICO POPULAR: 
“QUANDO A ESMOLA É GRANDE O SANTO DESCONFIA!”


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