Razão & Fé
Tempos atrás, tínhamos o hábito de caminhar por São Paulo,
durante noite e madrugada, sem os perigos de hoje.
Eta coisa boa!
Certa ocasião, junto com
o padre Coimbra, passamos à noite e parte da madrugada, andando pelo centro,
trocando idéias.
Acabou por entrar no
bate-papo a fé, nada mais natural conversando com um padre.
Ele abordava o tema Fé e
eu Lógica e Razão.
Via eu a impossibilidade
de conciliação, embora admitisse que, as duas, poderiam caminhar juntas, mas, em
paralelo. Via muita dificuldade em ver a Fé no composto Lógica Razão.
Diria até mesmo –
momentos havia do entrosamento, como o precisar um do outro. Como dois
companheiros, cada qual
com seu pensamento e com
sua verdade - contudo, com o respeito recíproco.
“A Unidade dos Contrários”.
No contraditório,
encontramos muitas vezes, um novo pensar, aí está o valor e a importância da
dialética, quando no dizer de um, leva o outro a analisar e ponderar sua
verdade.
Análise que, pela razão,
ou pela fé, somos levados a novas indagações e perguntas...
Princípio e maravilha da
filosofia - a nos mostrar o quanto é necessário para o nosso crescer,
percorrermos;
*ora,o caminho suave na
companhia do anjo;
*ora,o caminho tortuoso
e áspero, na companhia do advogado do
diabo;
*para a revelação e
entendimento de um novo olhar.
Exemplos existem que, a
primeira vista, simples ao ver, quanto de amável ingenuidade, no seu dizer.
Acabam por trazer, em
seu pequeno gesto a graça e o entendimento ao compor a Razão e a Fé.
Lembro-me de Roberto, um
jovem eletricista que atendia minha casa.
Sempre muito eficiente e
conhecedor de sua profissão.
Ao trabalhar; puxa um
fio aqui, outro lá, separa naquele enorme chicote de fios, pelas suas cores,
suas intrincadas ligações.
Ocorre, então, a
expectativa da realização do lógico...!?
E aí - ao terminar - na hora de ligar a força - com muita graça no seu brincar, lembrando a espontaneidade de uma criança dizia:
E aí - ao terminar - na hora de ligar a força - com muita graça no seu brincar, lembrando a espontaneidade de uma criança dizia:
- Agora atenção: só
resta a Fé! - é preciso muita fé...! Muita
fé...! - em todo seu brilho e esplendor à
LUZ SE FAZIA...!
É de nosso observar, vez
ou outra, cientista - no seu pensar da lógica e da razão pura - trazer consigo
o entrelaçar da Fé.
Até onde é possível –
para alguns – obstar, desunir o laço do conhecer, e o sentir do coração, com o
laço forte da Razão?
Não podemos esquecer ou
ocultar, matéria tão relevante ao nosso viver.
Como diz o falar popular:
** Mais vale a fé que o pau da barca...
** Mais vale a fé que o pau da barca...



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