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Certos Donos do Poder

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terça-feira, 21 de outubro de 2014


A Ceia Antropofágica


Sonho – Enredos e imagens a nos mostrar.
Sonho – Que a razão geralmente desconhece.
Sonho – Às vezes realistas. Outras surrealistas,
               Ou, no encontro das duas, formando e mostrando os
                mistérios com suas imagens nebulosas.
Mistura de cenas belas que, como no virar de páginas, se apresentam tenebrosas e chocantes.

Assim foi meu sonho num passado não muito distante.





*A CEIA DO RICO SONHO*


Toda cheia de alegria, comidas supimpas.
Bebidas das mais requintadas.
Via uma sala deslumbrante em toda sua opulência.
A mostrar uma principesca riqueza.
Seu piso todo em parquete, mostrando desenhos em granito, das mais variadas cores.
Ao centro, uma enorme mesa toda lapidada no mais rico entalhe.
Cobrindo essa riqueza, uma toalha bordada, a lembrar os bordados da Ilha da Madeira.
Tapetes da Turquia, em suas belezas raras, com seus floreios de extremo bom gosto.


Suas paredes ricas em espelhos artnouveau.























Compondo, ainda, um maravilhoso quadro de Botticelli – 
Nascimento de Cristo, 










..iluminado por lindos tocheiros.  

Nunca, até então, havia visto tanta beleza.
Cristais, suas porcelanas e seus castiçais de Florença, numa bela composição.

Nesse rico ambiente, acontecia o congraçamento de toda a elite, da mais nobre linhagem. Sempre no acontecer; 24 de dezembro.
Ceia, onde podíamos ver os magníficos representantes da política e da economia.
Nata, desse avançado, rico e progressista - admirável país.




*PETRARCA E SEU SOFRER*

Comentando um pouco sobre Petrarca, afinal é o personagem maior e mais importante do meu sonho.
Petrarca, nome dado pelo seu pai pela grande admiração que devotava a esse humanista e poeta.
Petrarca - infelizmente não tive o prazer de conhecê-lo.
Como é comum em um sonho; ora sua imagem me parecia real e conhecida. Ora, como uma miragem desfocada e distorcida, como ao ver um espelho a nos mostrar mil faces ...!?
Nesse mostrar do sonho, houve um entrelaçamento de imagens, que não conseguia separar;  Petrarca do processo de Kafka.
Petrarca trazia consigo, sempre, o envolvimento e a preocupação por um bem-estar melhor para seus semelhantes.
Acabou por receber de todos o carinhoso apelido de “social”.
Quis a insensatez e a brutalidade - que caísse na rede e nos meandros da (in) justiça, sendo condenado à morte.
Trouxe comoção ao país e constantes artigos nos meios de comunicação.





*ALTO PODER RESOLVE*

Assim sendo, embora assunto insignificante, mas grave a perder o apetite, não tinha como deixar de criticar o rumoroso caso tão em voga pelo povo e imprensa a comentar Petrarca.

Informava o Magnânimo, o recebimento de, mais uma vez, um pedido de Clemência para nosso condenado.
Dizia ele - estar cansado dessa lorota – Damos à mão e ele quer o braço. Sabido é, que nos dedicamos com a maior responsabilidade e empenho com o bem-estar do nosso povo.

Gostaria da opinião de todos...
- Pergunto - nobres colegas: Concedo a Clemência?
Em uníssono clamavam:
- NÃO! – É um pedir e pedir sem fim – exclamavam todos os nobres!
- Estamos cansados desse condenado a tirar nosso sossego e      tranqüilidade.
- A tirar nossas economias...
- NÃO tem Clemência, - NÃO tem Perdão!
Como num coral:
Uma só voz;
Uma só sentença:

Um só ouvir...!
- CLEMÊNCIA?... NÃO! - NÃO e NUNCA!

Seu combatente advogado, admirador de Petrarca, pelo seu caráter, sua bondade e sua sensibilidade humana pelo social.
Muito lutou - sem conseguir, entretanto, nada da (in) justiça.

E, sempre cheio de otimismo -
 - o advogado a dizer: - Não vamos perder a esperança...

Pergunta Petrarca a si mesmo:
- Esperar e Esperar...! Até quando?
- Passo a passo dos pedidos - SEMPRE... - Um NUNCA ACABAR!
- Passo a passo das rejeições - SEMPRE... – O NÃO, SEM MUDAR!
- Esperar e Esperar...
Ansiedade a crescer;
...Quanta tortura em sua alma;
...Quanta esperança a não vir;
...Sentindo em suas entranhas os espinhos a ferir;
Ver e sentir o demonstrar de um sistema hipócrita;
...”DA BONDADE e do FALSO AMOR”.

Como no dizer de Turgueniev;
 (...) sem alegria e sem sol,
e o seu Crepúsculo era mais sombrio
que a própria noite.

Recomendações vinham, ensaiadas - com todo "Carinho" e "Falsidade":

- Coma para você ficar forte;
- Use sua melhor roupa para ficar elegante e bonito;
- Fique tranqüilo, tudo faremos para o seu bem-estar;
- Vamos ao dentista, para um exame completo;
- Escolha a refeição e a bebida que mais gosta;

Sempre a mostrar a eficiência e o quanto são “generosos”
 – LÁSTIMA! - LÁSTIMA! -



Lembrança trago em minha memória:

É mesmo para gritar:

...TÃO SOMENTE DESEJO O JUSTO E O VIVER!!!




“Eu Quero Viver” – I Want Live! – 1958
Direção: Robert Wise
Susan Hayward (desempenho Maravilhoso)




Petrarca - seu terrificante tormento do ESPERAR...
Seu sofrimento trazia, em seu semblante, o cadavérico da morte;
e, em seu olhar a mostrar o “VAGO” o “INÓCUO” e o “NADA”.
Sua alma a se iluminar na Esperança a se completar;
... desejo da justiça chegar...;
Quanto tormento a espera de sua execução.
Nosso olhar, era a observar uma criatura já morta.
E a renascer a cada instante, a espera do seu viver.

Petrarca, em seu Lamento,
Num Pensar Sem Parar...


- QUÃO É PESADO O CORPO – MEU DEUS!!!
QUANDO NÃO PODEMOS 
CARREGAR A ALMA!


Última Esperança... – Afinal, 24 de dezembro.
Petrarca, no seu sonhar... Agora, nessa data tão linda e
de tanto significado; com certeza, a Clemência virá...


Ao lembrar um amigo, vejo uma analogia semelhante ao caso Petrarca,.
Comungo na tristeza do amigo, quando - do seu comentar, com seu olhar triste e marejado, diz:
Fui obrigado a um tratamento com choque-elétrico (não me refiro á idade média), mas sim... Anos 1.900 e tantos.
Completava o amigo em seu recordar:
 - o choque não é nada,... muito embora, seu TRANCO, SEJA VIOLENTO e HORRÍVEL...
...sendo, porém, “instantâneo, seu desmaiar”;
... sua memória a se perder...
... seus dentes - Perdidos  foram ...
Em seu acordar, horas depois, nem mesmo lembrar seu nome ...

... O triste e doloroso é o seu 
ESPERAR.
QUANTA VERDADE EXISTIA EM SEU FALAR.




Nesse dia fatídico, como um presente de natal fosse;
Recebeu, outro - NÃO! – Mais uma vez, NÃO!
Final derradeiro.
Corria pelo seu corpo o gelo a queimar...
NADA MAIS A FAZER... SENÃO ESPERAR!

Os magnânimos marcaram a execução do Social.
Dia 03 de abril às 15horas. 

El Greco

- Persisti ainda, meus nobres colegas - a dúvida (?).





Goya



- Fuzilamento ?



















ou forca? 





















removewat
- ou quem sabe...?
- Afinal... estamos nessa linda ceia! Hein?...Hah... Hah...!
- Vamos decidir pela forma mais humana, como sempre fizemos – Sim?
Termina assim, a tragédia de um ser humano.

Completo no seu ideal SOCIAL.




    -



*OBRAS-PRIMAS*
Vale lembrar aqui duas.
A dizer muito de Petrarca e do NOSSO VIVER:

Doze Homens e Uma Sentença. Sidney Lumet.
Henry Fonda - (1957)

-VIDAS HUMANAS NÃO SIGNIFICAM MUITO PARA ELES COMO SIGNIFICAM PARA NÓS.

-SEMPRE QUE ESBARRAMOS NO PRECONCEITO, 
 ELE SEMPRE OCULTA A VERDADE


-----*-----




Julgamento em Nuremberg. Stanley Kramer
Mil Astros Maravilhosos – (1961)





Def Rolfe:          
-Ouviu falar do veredicto no caso I.G.Farben?
-maioria foi absolvida.
-Os outros receberam sentenças leves.
-O veredicto saiu hoje.


Juiz Haywood:     
-Não, não sabia.

Def Rolfe:           
-Farei uma aposta com o senhor.

Juiz Haywood:     
-Não faço apostas.

Def Rolfe:        
-Uma aposta entre cavalheiros.
-Em cinco anos...
-Os homens que condenou à prisão perpétua ESTARÃO LIVRES.

Juiz Haywood
-Herr Rolfe, admirei o seu trabalho no tribunal por       muitos meses.
-É particularmente brilhante no uso da lógica.
-Portanto, o que você diz pode muito bem acontecer.



-É lógico, em vista dos tempos que vivemos.
-Mas por ser lógico não significa que é o correto.

(...)
Janning:         
 -o motivo pelo qual mandei lhe chamar...                    
 -Aquelas pessoas...                     
-Milhões de pessoas...                    
 -Nunca imaginei que poderia chegar a isso.                    
 -Deve acreditar.




Juiz Haywood 
-Herr Janning...Chegou a isso a primeira vez que o senhor CONDENOU À MORTE UM HOMEM... MESMO SABENDO QUE ERA INOCENTE.





A CEIA ANTROPOFÁGICA!!!

O PESADELO SE DEU!



Como foi possível... Esse horror aparecer?
Pesadelo! – Horrorizado estava...
Acordar - Desejava... Por fim a cenas tão funestas!
Uma mudança tão terrificante acontecia...
Onde existia um ambiente tão deslumbrante - (com exclusão dos nobres, é claro), ver seu transformar em 
ninho de Víboras;






Cenas, a lembrar Bosh.  
Bosh
Cenário de horror, como tomado por forças malignas;
Como uma magia fosse.
COMO...? – Como era possível tais criaturas, a meu ver normais, se transformarem daquela forma?

Observava suas feições a me encher de pavor;
Seus rostos se retorciam em máscaras demonistas;
A malta crescia em horror e tamanho;
Proporções gigantescas se faziam;
Personagens se transformavam em criaturas hediondas, com seus esgares lascivos a causar asco;
A demonstrar volúpia;
Desejo violento a deglutir - sem limites;
Sofreguidão a dar azo a seu comer - vorazmente como glutões;

Cenário de aversão e repulsa nunca imaginado.
Em minha confusão mental, pude lembrar de Dante, que ao expor seu inferno, mais generoso foi.

No meu desespero por aquele horror, esticava meus braços para socorrer.  Acabar com aquele sofrer.
Puxar, tirar daquelas garras medonhas, aquela pobre criatura.

Mas, só via incrédulo, seu corpo a se desmanchar.  


Acordei...
Não conseguia me transportar ao meu real.
Aquele pesadelo em todo meu viver.
Estava como em estado de choque;
Meu corpo a tremer, como em surto de febre malária estivesse;
Minha cabeça latejava como o bater de uma bigorna em ferro frio;
Meu vomitar – Era o vomitar biles, na cor e cheiro da morte.


Veio ao meu pensamento... Um pouco triste - no pensar:
Por maior nossa intimidade com outros seres humanos;
não importa se, por pouco tempo, ou toda uma vida,
...NÃO CONHECEMOS... “uns aos outros”.




31.co-O Pesadelo(Jura)


Tal horror, lembrei-me de Goya, e, nesse cenário medonho, via a substituição do quadro de Botticelli, naquela linda sala, pelo quadro de

Goya - Com seu Horror...





Nessa Ceia 

Antropofágica....

Oh! - Será possível um dia acabar com esse Monstro?
Acredito, embora ainda muito demore o fim desses
 privilégios sem limite.
Desse terrível Monstro de Goya, - insaciável.
Pela ganância, corrupção.
Pela podridão, com seu cheiro característico a causar náuseas.
BILTRES, onde seus olhares não vêem outra coisa senão seus bolsos -  esquecendo que um dia estarão furados!!!.

A ESPERANÇA RESIDE quando admiramos
países que primam pelo respeito ao seu povo.
Onde, dia a dia, se empenham na qualidade de vida de seus cidadãos.
Onde se empenham a cada dia exterminar esse malíssimo horror a devorar o Social.



























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