Obras-Jura

Ciranda

Ciranda
Ciranda

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Passado e Presente

3 Cavaleiros do Apocalipe

3 Cavaleiros do Apocalipe
3 Cavaleiros do Apocalipse

Hiroshima

Hiroshima
Hiroshima

Hiroshima-Celebração pelo Êxito

Hiroshima-Celebração pelo Êxito
Hiroshima-Celebração pelo Êxito

Cavaleiros do Apocalipse- e a Esperança

Cavaleiros do Apocalipse- e a Esperança
Cavaleiros do Apocalipse e a Esperança

Mural Inacabado-4,50x1,20

Mural Inacabado-4,50x1,20
Mural Inacabado-4,50x1,20

Verdade...

Verdade...
Verdade.. Tempo-Espaço

Três Imagens Que Marcaram História

Três Imagens Que Marcaram História
Três Imagens Que Marcaram História

Víboras

Víboras
Víboras

Justiça, Parabéns!!!

Justiça, Parabéns!!!
Justiça, Parabens!!!

Lamento...

Lamento...
Lamento...

República

República
República

República, 02

República, 02
República, 02

São Paulo, Merece?

São Paulo, Merece?
São Paulo, Merece?

Harpias

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Certos Donos do Poder

Certos Donos do Poder
Certos Donos do Poder

quinta-feira, 19 de junho de 2014



Lembranças em Branco e Preto

e Coloridas, também.















*Ao cair do Arco-Íris;


Encontrei-me com a deusa Íris;


Mensageira do amor e das recordações.


Veio em meu auxílio, e me fez lembrar:
ÔMEGA - Infância


*Recordações de meus brinquedos tão queridos.









Meus balões a se perderem no universo sem fim;




Minhas pipas, com sua calda prateada,

pedindo linha e mais linha, no desejo de alcançar às nuvens.


Com minha estrela, ia dando linha,

quatro ou cinco carretéis, e minha manivela a girar;

Seu retorno, como a chorar, trazia em suas gotículas às lágrimas de alegria;

no deslumbrar, lá de cima, sua terra tão azul e tão cheia de beleza,

que não imaginava ser. 






Vem a lembrança minhas bolinhas de gude, com seus estratagemas,




e,








meu lindo pião, no seu girar e girar;
Labirinto, com suas estratégias, fugindo das armadilhas.
















quebarato
Meu carrinho de rolimã feito por mim, com freio e direção.

Vem em minha memória - meu primeiro amor,
minha linda professorinha,
Saudade...! 

*O Fordeco bigode – eu, sentado no colo de meu pai,
a dirigir aquela máquina de uma velocidade excepcional! -
vinte a trinta por hora.
Corríamos a cidade a procura de pão, pois guerra havia;




*Meus primeiros ensinamentos de respeito ao próximo.
Passava - pouco mais de 18horas. Pedi ao meu pai se podia buzinar. – respondeu ele que não,
estaria incomodando as pessoas.
Bela e linda lição! – outras mais vieram! 
*Meu primeiro emprego, treze anos.
Gerente a me chamar – você tem treze anos, só vou poder registrar você quando fizer catorze, Ok? – Ok, respondo eu.
Logo me foi entregue uma bicicletinha - por demais ruim. A buzina - era na boca e o freio:  sapato na roda.

Só não tinha melhor
por não querer, pois sendo um banco, um mar de dinheiro tinha. 

Bicicletinha rodava e rodava sem parar; Tucuruvi e Tremembé,
Jaçanã e Vila Galvão, Santana e Santa Terezinha,
Vila Guilherme, Vila Medeiros e Carandiru,
Imirim e Vila Gustavo,
já nem me lembro mais. Só a lembrança já me deixa cansado.
Só mesmo na juventude... – esse possível é. 

Bicicleta que aprendi a gostar no andar e correr por esse São Paulo, entregando correspondência,
sem nunca parar,
trabalho duro;
mas, Bom...! Muito bom...! 

*Lembranças dos primeiros namoros e amores; 
*Crescendo vai – mocidade chegando – com ela os amores mais sólidos, tornando os dias e as noites em devaneios, sem outra coisa a pensar,
senão no seu novo chegar do amor.

*Vem os bailes e bailes- (Club Homes e outros, todas as semanas)
...vestidos à rigor, como exigia à moda; smoker ou summer e camisa casulo.

Saudade!

*Vem mil amigos – muitos até hoje - mil amores. “mils”, “mils” num crescer dia a dia;
*Vem a Jec; vem a Aeronáutica, vem o renascer, o descobrir as belezas dos filmes..., do teatro..., da maravilhosa literatura - toda forma de arte e ritmos de NUNCA CANSAR.

E o viver continua. O casamento com Wanda, pessoa doce e querida por todos e por seus alunos. Fez - de sua vida, o compromisso com a educação e doação pelo seu próximo.
Quanto aprendi com essa bela professorinha!

No correr do tempo outras bondades chegando...
“Sussu”, convívio estreito e permanente,
extraordinário ser humano a
mostrar o seu interior de um azul suave,
sereno e repousante,
que se pode ver. 
A mostrar a maciez de sua
–sempre -
pronta a servir,
a oferecer sua obsequiosidade, como parte de si. 

O que mais querer?




Alfa

Pergunto eu, minha deusa:
- Tirando os Sonhos,

meu futuro... Como será...?

Ela contou...! - e contou...!

...Oiço... Penso... - e "arresorvo..."

Uai...! Uai...! vixxxxxx! – Némêszz?

NUM NUM – É MIÓ NEM FALÁ...!!!





*É bom relembrar as boas lembranças.

As tristes... -  vamos procurar esquecer para não sofrer duas vezes.

A Estrada e a Vida



*Lembro-me, em determinado ponto da vida, uma romaria, saindo de São Paulo a Aparecida do Norte, uma parte trem, outra a pé pela estrada. Uma centena de jovens da  Jec e Juc, com o mesmo objetivo, ignorando as ramificações que continha a estrada

Direita-Chico Whitaker
Oh!  - que  boas lembranças. Ser  Extraordinário. Criatura humana impar, por quem sempre tive grande admiração.




*Desta feita, já passados alguns anos, fico a imaginar  o significado da “Estrada/Vida”.

Agora, observando os vários caminhos e decidindo por um deles; uns para as Universidades. Outros para o Exterior, a procura de novos
conhecimentos. 
Outros para Cidades a Trabalho ou Estudo. 
Outros para realizar seu sonho de casamento com sua amada. 
Outros na vocação e realização de um Convento.
Aos poucos nosso Grupo vai se dispersando e diminuindo, nos dando conta do sentimento da perda.

No entanto, essa beleza não precisa, necessariamente, ser permanente. Devemos ter em conta que, estes pequenos convívios e momentos que significaram tanto para nós, continuam, permanentes, em nossas lembranças.


No correr da vida, vamos tendo o prazer de pequenos ou longos relacionamentos, - às vezes - aborrecimentos decepcionantes  e graves. Não importa, vamos guardar, em nossas lembranças, os momentos bons, procurando deixar de lado os maçantes, mesmo quando grandes, que, com certeza, não superam os melhores momentos bons.
   
Essa beleza não precisa necessariamente ser permanente, pois estes amigos marcaram, mesmo que tenha sido por um pequeno espaço de tempo, um entrelaçamento de recordações em nossa vida e no nosso viver para sempre.



Pedro Nava.

Quando lemos toda a sua obra, ficamos tentados a tirar cópia de tudo, por tanta beleza ali exposta.
Mas, aí me pergunto -  devo fazer isso? - não, não devo, já que tenho toda a sua obra guardada.
Há momentos que, o seu pensamento comunga tanto com o meu, que me atrevo, com sua permissão, tirar uma cópia, e usá-la para complementar o que penso. Assim sigo, com respeito as lembranças acima:
Também muitos os amigos, na Estrada da Vida. tomaram outras trilhas,  - que não a minha, não mais sabendo de seus destinos. 


Pedro Nava, com poucas palavras - exprime uma verdade quando diz: 


"Penso Nele - Logo Ele Existe"



Quando Penso Nele, Ele Existe 

"(...) Nunca mais tive notícias dele mas sei que esta vivo porque estou vivo. Sua existência foi a minha e a minha continua a ser a de José Egon Barros da Cunha. Quando ele me faz saudades e quero suas novas - fecho os olhos, penso - Logo ELE existe."
"Pedro Nava - Galo das Trevas"


  A mim isto basta!






MARAVILHOSO "SONATA DE OUTONO"
INGMAR BERGMAN
(...)
As vezes sento aqui e deixo meus pensamentos vagarem.
(...) mas por dentro, sentia que ele estivesse vivo...
que estivéssemos vivendo bem perto um do outro.
Só preciso me concentrar, e ele está aqui.
As vezes, quando estou quase dormindo... posso sentí-lo perto de mim...
e me tocando com sua mão.
Ele está numa outra vida, mas nós podemos nos alcançar.
Não existe uma linha divisória, nem um muro iinsuperável.
(...)









(...) Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,

O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!


Mário de Andrade





Quem Está agachado?
Querido Sérgio Mamberti




Luís Nogueira Camargo, meu bom amigo e primo. 

Com sua aptidão pelas artes. 











1º Plano: Chico Whitaker, Wanda e Clóvis.
À mesa: os pais de Chico (lindo casal) e sua

DOCE irmã Beatriz













 Jorge da Cunha Lima, poeta, de grande sensibilidade,  Katinsky, Toscano, arquitetos, gandes seres humanos que guardo sempre com carinho. Meu bom amigo Jauense, Zé Braga e seus irmãos, Carlos Zara, o grande galã tão talentoso como ator. O excelente ator que se revelou Sérgio Mamberti.

Vicente Bicudo, arquiteto, Saudade!  - a última vez  que estivemos juntos foi no almoço, casa do Raúl, com Cid (Frei Jorge), Luís Nogueira.

Anos Dourados.
Você faz mensão ao João Sebastião Bar.
Cotrim queria que eu fosse sócio, no entanto,
não foi possível, pois, estava casado de novo, tínhamos eu e Wanda a oportunidade de comprar nosso imóvel.

Admirei seu blog. Excelente! Parabéns, acrescentou  em minha memória,   bonitas lembrançs, grato.

"PASSADO" que se torna "PRESENTE"
Bom Demais! 




Plínio de Arruda Sampaio
excelente político.
Ser humano nobre e gentil que sempre 
conservei em minhas
lembranças e coração.
Perdemos essa criatura em 08.julho.2014

*Fazia parte da mesma patota Jec,Juc. com o
querido amigo Itajiba, Jorginho, Chico Whitaker,
Paulo Cotrim, Cauduro, Cid (em seguida Frei Jorge-Dominicano)
e mais e mais...









O poeta e intelectual, agraciado com Cadeira número 13, na Academia Paulista de Letras, 

José Geraldo Nogueira Moutinho. 






Meus queridos amigos: 
  
Mariano Carneiro da Cunha

Ballini




Nossas idas aos domingos, na casa de Anésio e seu irmão João Carlos Cauduro, para ouvirmos Concerto do Meio Dia/Gazeta. Quase todos da Sabará, 400,  ou Higienópolis, 890.





Igreja São Bento.
Cenário a nos mostrar:
Altarares em suas laterais, postados, todo grupo da Jec, Juc. 
Nossas mãos o missal - acompanhando. e participando da missa em latim.











Nosso olhar, com sua arquitetura admirável. Suas imagens tão belas.
Ouvir...?  sim, ao percorrer o latim, em perfeita harmonia com o primoroso canto gregoriano. 
Ao fundo seu órgão. 



Nessa atmosfera tão aconchegante, éramos convidados e conduzidos a uma elevação espiritual no nosso pensar e sentir.

Nosso cenário sofre uma mudança:
Tempos depois... entenderam que, a celebração da missa, não mais podia ser em latim, pois nada podia ser entendido.
Cantos gregorianos (obras-primas)...?  Nem pensar. Vamos ter música moderna onde os jovens possam entender.



Vemos então;

Lá no fundo dessa linda nave:

A Bandinha a Tocar...

A Mulher a Cantar.
..
E o gato a correr... Ai!... Ai!... Ai!




Muitos dirão com certeza, ser eu um pernóstico, heim?
Quem sabe! – Tenham paciência! - Também sou Pecador.

Ao ouvirmos um coral como a Nona Sinfonia, ou Carmina Burana, ou mesmo uma música popular estrangeira, mesmo não entendendo suas letras, somos conduzidos a um sentir, a uma profunda e maravilhosa sensação a correr pelo nosso corpo.
Como o viver em alegria;
Como o viver a tristeza a nos comover, 
em toda sua plenitude.

Terminada a missa, o delicioso café da manhã, 
com chocolates da Lacta, 
oferecido pelo Convento.


O Ontem e o Hoje - O Amor Continua...
Giotto e Klint




Quer queira, ou não:
A nossa Religiosidade em nossa Fé no

 Crer...

El Greco
Em nossa Alegria no Nascimento...
Em nossa Paixão na Crucificação...

Em todos os momentos ESTÃO SEMPRE, emoldurados e presentes, a fazer parte o sentido profundo da ARTE, onde podemos unir a
 BELEZA DO SENTIR, a BELEZA DO OLHAR.
Por quê não ser assim? 





*Um dos acontecimentos gostosos da vida é fazer amigos.
De tanto em tanto, surge uma nova e agradável amizade.
Aqui tiro o tratamento de Dr.(a). Sentindo, assim, eu e Sussu, mais próximos dessas criaturas que trazem consigo a excelência médica.

Não podemos deixar de registrar nossa admiração: Ceci Mendes C. Lopes; Demerval Mattos, Jr; Bernardo Lichewitz, Arlindo Girard Jacob, Ângelo Rogers Bellini e os mais recentes; Tuphi Abud Filho, João Quirici e Carlos Alberto Pessoa Rosa.

  
Tive o prazer de conhecer este último, numa visita médica, pouco a pouco... me dando conta que ganhava mais um amigo.

Costumo reclamar ao ver comportamentos hoje entre as pessoas. - Quem sabe pela idade! Relacionamentos entre os seres humanos cada vez mais distantes.

Vemos, no nosso dia a dia, a máquina sendo, aos poucos, substituindo essa relação tão importante e tão boa.

Sentimos a frieza da máquina, a pressa, o ganhar tempo - que nada mais importa, senão o lucro desmedido. 

Vivemos num estado de espírito que chega quase a angustia ao ver a corrupção sem fim todos os dias. 

A violência de pessoas cheias de ódio com seus semelhantes. Nos campos de futebol. Nas matanças de filhos, de país, de avós. No maltrato de esposas e filhos (no que seria o sagrado lar).
Ódio idiota e besta, sem limite dos racistas.
E por aí vai, todo mundo sabe disso.

Nos mais variados ambientes vemos, tão somente, pessoas com seus celulares, seus tablets, sem nunca parar... Até mesmos no convívio familiar, tão importante e gostoso, como nas refeições, o entrelaçamento entre as partes, a comunhão entre todos, é um nunca acabar desses mesmos aparelhos. Tenho impressão, às vezes, de estar vendo filmes de ficção com seres de outro mundo. Ou, quem sabe? – EU DE OUTRO MUNDO!


Quando encontramos esses médicos nos sentimos felizes. 

Médicos, que na pré-consulta, um longo papo dos mais variados. Papo esse, que nos leva, ter parte de nosso problema, já curado.



"o doente que sai duma consulta mais tranqüilo do que entrou, teve uma verdadeira consulta porque, do contrário, devia ter o direito de receber de volta os honorários que pagara"
Aldo Cordovil da Silveira


Médicos à moda antiga, trazendo em si A SOMA dos exames e avaliações físicas, patológicas - com o carinho - sempre eficazes - do humanístico.


Tomo a liberdade, - sem sua aprovação, de estampar uma sua linda poesia, compreenderemos, então, o porquê dessa grande sensibilidade.


 Ventos
a centopéia
não percebeu que o vento
invertera
a ordem das coisas
e foi flagrada no verso da folha
parte do corpo
dependurado na sombra do inabitável
como um pássaro sem asas
uma dezena de pares
de pernas frustadas de apoio
a procurar atalhos nosso vazios do espaço
onde terra firme
devolva a segurança dos escondidos
como um poema
com uma dezena de pares de palavras
a dizer de um segredo
atrás de uma folha de papel em branco
sem saber
do imponderável dos acasos e dos ventos
que habita um poeta

(O Ventre do Verbo-Sintrajufe.Porto Alegre.2013)



Nossos encontros no relógio do Mappin



para as noitadas. 
Primeiro o jantar, 
depois Cinemas (onde imaginem: alguns exigiam, gravata)- Teatro, - depois caminhadas pelas ruas, às vezes, parte da madrugada, conversando sobre o filme visto, peça de Teatro ou discutindo temas diversos; religião, filosofia  e mais e mais...
Apreciando as ruas do centro, que eram varridas por um veículo próprio e, em seguida, lavadas com o caminhão tanque. 
Eh Vida Boa!



Mais uma lembrança? – Imagine o Bonde Santana, Voluntários da Pátria, parando para pegar as crianças da escola., Em seguida, próximo à Igreja, - uma sorveteria. – Ali, o motorneiro parava e a criançada descia para comprar seu sorvete, numa enorme algazarra feliz, cantando: próprio das crianças, como um coral:


Clang, clang, fazia o bonde. 

Ding.ding, fazia o sino.

Zing, zing faziam as cordas do coração.

Chug, chug, fazia o motor.

Bump, pump fazia o freio.

Tum, tum faziam as cordas do coração.

Buzz, buzz, fazia o apito.

Plop.plop, faziam as rodas.


(Agora Seremos Felizes)




O motorneiro, muito feliz, mas fazendo carinha de bravo, martelava sua "buzina, ferro com ferro, característica do bonde" 
também aguardava... e aguardava..., 
mas com sua expressão, sempre, 

carinhosa.




Bonde, essa maravilha de transporte:

E aí seguimos com mais lembrança:  - como a piada que trás piada..., uma puxa a outra, contamos uma e lembramos... Em seguida, - outra.

Muito queríamos conhecer Trastevere, relembrando em nossa memória os maravilhos filmes italianos. Os extraordinários “De Sicca, Fellini, Visconti, Sérgio Leone, Monicelli, Pasolini e um nunca acabar de obras-primas, isso, sem esquecer, nos maravilhos ATORES e ATRIZES” (Sempre com letra MAIÚSCULA).

Não podemos deixar de registrar que, 50 anos depois do cenário de Santana, década de 40,  aconteça fato semelhante.

Tomamos um bonde e pedimos ao motorneiro que nos avisasse quando da Trastevere.

Ele, com a maior simpatia, disse que sentássemos,  - que ele avisaria.
A simpatia ficou ainda maior quando, em determinado ponto, ele parou o bonde e avisou:

- Tomem aquele ônibus e peça ao motorista que querem ficar na Trastevere.


Qual não foi nosso espanto e surpresa, ao ver o nosso motorneiro, em passos largos, - deixando o bonde, indo  em direção ao ônibus que estava, +/- 80 metros, para pedir ao motorista que não deixasse de avisar o casal quando chegasse à Trastevere.


Quanta satisfação, quando nosso olhar e nossos sentimentos encontram pessoas desse quilate. 
Pessoas simples, generosas, sensíveis, 
preocupadas em atender ao próximo.


 Como é bom,  - é bom demais!







Realmente um cenário de filme italiano. 
Naquela loucura de movimento, 
num desfile de carros, vespas,  - buzinas sem espaço de segundos, como nunca ouvi igual. 
Pessoas, - quando em pares, conversando, gesticulando, como a reger uma orquestra, - próprio dos italianos quando conversam. 
Lembrando naquela barafunda, com seus acordes, as sinfonias dos mestres barulhentos, mas gostosas de se ouvir. 
Aquela agitação. Aquela profusão de sons nos faz sentir, 
como sentimos ao ouvir um Stravinski, um Wagner ou Beethoven com sua 5ª Sinfonia. – Maravilha!  Muita Maravilha!

Uma Cidade que mostrava e respondia pela graça.



























Santo Ângelo, por ver tantas maravilhas, com obras de arte espalhadas pela cidade, belezas sem fim a céu aberto, seus museus, 
suas edificações, suas pontes, - maravilhas que não acabam!!!...
Deixou sua morada no Olimpo, em caminho de Roma, 
onde os romanos criaram sua nova morada, 
- o monumento  “Santo Ângelo”.

Lá, o magnífico Anjo pode admirar e proteger sua nova cidade.

Estas e outras são as   inúmeras passagens singelas que guardaremos em nossa memória para toda vida.



Sinto mesmo orgulho quando sei que em minhas veias corre, - mesmo sendo uma parcela pequena  de ¼,  o sangue italiano.


ROMA! - cidade maravilhosa, até mesmo invertendo seu nome, reafirma sua maravilha:  

AMOR!





Nossas idas ao Cine Metro, depois da missa São Bento, para assistir Tom e Jerry, onde era necessário estar acompanhados de crianças. Acreditem no Inacreditável! - pedíamos aos pais, com mais de um filho, o empréstimo de um dos seus, para que pudéssemos entrar. 
Isso nunca era recusado. 
Que Beleza!!!  -  Que Beleza!!!



Mais Beleza?
Festas! Quantas Festas!





4º Centenário de São Paulo. 
Nunca vi tanta alegria pelas ruas pelos bairros, 
pela cidade toda.
Era o 4º Centenário...
Era o Centro...
Era a Copa do Mundo...
Era o Ibirapuera...
Era o Corso na Avenida Paulista. Ai! Ai!

Quanta Saudade você me trás. (Zeca Bergami/Inezita Barroso)



  

**Lá, com vários amigos, 
desfilávamos, nós, em nossa carruagem conversível, 

O céu estrelado a espargir Estrelas Prateadas
sobre São Paulo,
em milhares.






*Estas, atiradas pelos Deuses Alados, 
em suas Carruagens Doiradas.





  


***Não me perguntem os nomes dos amigos, - pois meu olhar - como a sonhar com essa magia
Só podia ver um céu a fazer-se 
azul-noite, 
com suas estrelas, 
Deusas e suas Semidéias, formando inúmeras mandalas, no iluminado firmamento 
- num piscar e piscar,  
exibindo  entre elas, para seu centro, um amor infindo.
Parte dessas estrelas estava a Fernanda morena dos cabelos negros, como minha estrela maior! 









O grande show de Elizete Cardoso 
(A Divina), 
amiga do Paulo, veio com seu grupo de samba, começando na Praça Roosevelt, subindo toda a Consolação e entrando na Sabará, 400. 
No quintal, colocado um piano. A casa, em parte, decorada pelo Antônio Augusto Antunes, Neto, arquiteto, figura ímpar em bondade e talento. 
tendo se dedicado com êxito à pintura. 
Isso por volta de 1959 ou 60. E o show continuou noite adentro. Êta Coisa Boa!!!










Mais recordações de seres humanos de


Grande significado;
 Geraldo Vandré



article wn



Jura





Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo canhões

(...)







Cotrim, adquiriu um Jaguar.
Seu forte era o intelecto.
Manual? -  muito nulo.

Não sabia dirigiar.

O Jaguar, com seus lindos estribos, lembrando, com suas curvas elegantes, 
as Ondas do Mar! 


Vandré - trazia em suas mãos o dominar
- com perfeição - a fera Jaguar.
Sendo, sempre o Maestro único em seu dirigir.


Assim, saíamos para os passeios,
Vandré, Cotrim Wanda e eu.


Chegando em nosso destino, o jantar ou almoço.
Em seguida o repouso,
ouvindo Vandré;
tocando e cantando, com seu inseparável violão,
suas tão lindas canções.
Quanta Saudade!




Hoje, no correr do tempo, veio em minha lembrança o filme:


Mephisto
Direção: István Szabo
Klaus Maria Brandauer
1981
Excelente



Esse é o Teatro











































Jura



Cheio de talento -
 com seu Violão e suas Realistas e Fortes Canções. 
Coberto de INJUSTIÇAS,
 que deve o Brasil, se ainda tiver um pingo de decência,
 as desculpas pelo que 


Fez...Fez...e Fez...







e Querem de

 mim...?

O que?


Só Desejo Cantar...







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