
*Ao cair do Arco-Íris;
Encontrei-me com a deusa Íris;
Mensageira do amor e das recordações.
Veio em meu auxílio, e me fez lembrar:
ÔMEGA - Infância
*Recordações de meus brinquedos tão queridos.
Meus balões a se perderem no universo sem fim;
Minhas pipas, com sua calda prateada,
pedindo linha e mais linha, no desejo de alcançar às
nuvens.
Com minha estrela, ia dando linha,
quatro ou cinco carretéis, e minha manivela a girar;
Seu retorno, como a chorar, trazia em suas gotículas às
lágrimas de alegria;
no deslumbrar, lá de cima, sua terra tão azul e tão
cheia de beleza,
que não imaginava ser.
Vem a lembrança minhas bolinhas de gude, com seus
estratagemas,
e,
meu lindo pião, no seu girar e girar;
Labirinto, com suas estratégias, fugindo das
armadilhas.
| quebarato |
Meu carrinho de rolimã feito por mim, com freio e
direção.
Vem em minha memória - meu primeiro amor,
minha linda professorinha,
Saudade...!
a dirigir aquela máquina de uma velocidade excepcional!
-
vinte a trinta por hora.
Corríamos a cidade a procura de pão, pois guerra havia;
*Meus primeiros ensinamentos de respeito ao próximo.
Passava - pouco mais de 18horas. Pedi ao meu pai se
podia buzinar. – respondeu ele que não,
estaria incomodando as pessoas.
Bela e linda lição! – outras mais vieram!
*Meu primeiro emprego, treze anos.
Gerente a me chamar – você tem treze anos, só vou poder
registrar você quando fizer catorze, Ok? – Ok, respondo eu.
Logo me foi entregue uma bicicletinha - por demais
ruim. A buzina - era na boca e o freio: sapato na roda.
Só não tinha melhor
por não querer, pois sendo um banco, um mar de
dinheiro tinha.
Bicicletinha rodava e rodava sem parar; Tucuruvi e
Tremembé,
Jaçanã e Vila Galvão, Santana e Santa Terezinha,
Vila Guilherme, Vila Medeiros e Carandiru,
Imirim e Vila Gustavo,
já nem me lembro mais. Só a lembrança já me deixa
cansado.
Só mesmo na juventude... – esse possível é.
Bicicleta que aprendi a gostar no andar e correr por
esse São Paulo, entregando correspondência,
sem nunca parar,
trabalho duro;
mas, Bom...! Muito bom...!
*Lembranças dos primeiros namoros e amores;
*Crescendo vai – mocidade chegando – com ela os amores
mais sólidos, tornando os dias e as noites em devaneios, sem outra coisa a
pensar,
senão no seu novo chegar do amor.
*Vem os bailes e bailes- (Club Homes e outros, todas as
semanas)
...vestidos à rigor, como exigia à moda; smoker ou
summer e camisa casulo.
Saudade!
*Vem mil amigos – muitos até hoje - mil amores. “mils”,
“mils” num crescer dia a dia;
*Vem a Jec; vem a Aeronáutica, vem o renascer, o
descobrir as belezas dos filmes..., do teatro..., da maravilhosa literatura -
toda forma de arte e ritmos de NUNCA CANSAR.
E o viver continua. O casamento com Wanda, pessoa doce
e querida por todos e por seus alunos. Fez - de sua vida, o compromisso com a
educação e doação pelo seu próximo.
Quanto aprendi com essa bela professorinha!
No correr do tempo outras bondades chegando...
“Sussu”, convívio estreito e permanente,
extraordinário ser humano a
mostrar o seu interior de um azul suave,
sereno e repousante,
que se pode ver.
A mostrar a maciez de sua
–sempre -
pronta a servir,
a oferecer sua obsequiosidade, como parte de si.
O que mais querer?

Alfa
Pergunto eu, minha deusa:
- Tirando os Sonhos,
meu futuro... Como será...?
Ela contou...! - e contou...!
...Oiço... Penso... - e "arresorvo..."
Uai...! Uai...! vixxxxxx! – Némêszz?
NUM NUM – É MIÓ NEM FALÁ...!!!

*É bom relembrar as boas lembranças.
As tristes... - vamos procurar esquecer
para não sofrer duas vezes.
A Estrada e a Vida
Direita-Chico Whitaker
Oh! - que boas lembranças. Ser Extraordinário. Criatura humana impar, por quem sempre tive grande admiração. |

*Desta feita, já
passados alguns anos, fico a imaginar o significado da “Estrada/Vida”.
conhecimentos.
Outros para Cidades a Trabalho ou Estudo.
Outros para realizar seu sonho de casamento com sua amada.
Outros na vocação e realização de um Convento.
Aos poucos nosso Grupo vai se dispersando e diminuindo, nos dando
conta do sentimento da perda.
No entanto, essa beleza não
precisa, necessariamente, ser permanente. Devemos ter em conta que, estes
pequenos convívios e momentos que significaram tanto para nós, continuam,
permanentes, em nossas lembranças.
No correr da vida, vamos
tendo o prazer de pequenos ou longos relacionamentos, - às vezes -
aborrecimentos decepcionantes e graves. Não importa, vamos guardar,
em nossas lembranças, os momentos bons, procurando deixar de lado os maçantes,
mesmo quando grandes, que, com certeza, não superam os melhores momentos bons.
Essa beleza não precisa
necessariamente ser permanente, pois estes amigos marcaram, mesmo que tenha
sido por um pequeno espaço de tempo, um entrelaçamento de recordações em nossa
vida e no nosso viver para sempre.

Pedro Nava.
Quando lemos toda a sua obra,
ficamos tentados a tirar cópia de tudo, por tanta beleza ali exposta.
Mas, aí me pergunto - devo
fazer isso? - não, não devo, já que tenho toda a sua obra guardada.
Há momentos que, o seu
pensamento comunga tanto com o meu, que me atrevo, com sua permissão, tirar uma
cópia, e usá-la para complementar o que penso. Assim sigo, com respeito as
lembranças acima:
Também muitos os amigos, na
Estrada da Vida. tomaram outras trilhas, - que não a minha, não mais
sabendo de seus destinos.
Pedro Nava, com poucas palavras -
exprime uma verdade quando diz:
"Penso Nele - Logo Ele Existe"
Quando Penso Nele, Ele Existe
"(...) Nunca mais tive notícias dele mas
sei que esta vivo porque estou vivo. Sua existência foi a minha e a minha
continua a ser a de José Egon Barros da Cunha. Quando ele me faz saudades e
quero suas novas - fecho os olhos, penso - Logo ELE existe."
A mim isto basta!
MARAVILHOSO "SONATA DE OUTONO"
INGMAR BERGMAN
(...)
As vezes sento aqui e deixo meus pensamentos vagarem.
(...) mas por dentro, sentia que ele estivesse vivo...
que estivéssemos vivendo bem perto um do outro.
Só preciso me concentrar, e ele está aqui.
As vezes, quando estou quase dormindo... posso sentí-lo perto de mim...
e me tocando com sua mão.
Ele está numa outra vida, mas nós podemos nos alcançar.
Não existe uma linha divisória, nem um muro iinsuperável.
(...)
MARAVILHOSO "SONATA DE OUTONO"
INGMAR BERGMAN
(...)
As vezes sento aqui e deixo meus pensamentos vagarem.
(...) mas por dentro, sentia que ele estivesse vivo...
que estivéssemos vivendo bem perto um do outro.
Só preciso me concentrar, e ele está aqui.
As vezes, quando estou quase dormindo... posso sentí-lo perto de mim...
e me tocando com sua mão.
Ele está numa outra vida, mas nós podemos nos alcançar.
Não existe uma linha divisória, nem um muro iinsuperável.
(...)

(...) Caminhar perto de coisas e pessoas de
verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
Mário de Andrade

![]() |
Quem Está agachado?
Querido Sérgio Mamberti ![]() |
Luís Nogueira Camargo, meu bom amigo e primo.
Com sua aptidão pelas artes.

1º Plano: Chico Whitaker, Wanda e Clóvis.
À mesa: os pais de Chico (lindo casal) e sua
DOCE irmã Beatriz

Jorge da Cunha Lima, poeta, de grande sensibilidade, Katinsky, Toscano, arquitetos, gandes seres humanos que guardo sempre com carinho. Meu bom amigo Jauense, Zé Braga e seus irmãos, Carlos Zara, o grande galã tão talentoso como ator. O excelente ator que se revelou Sérgio Mamberti.
Vicente Bicudo, arquiteto, Saudade! - a última vez que estivemos juntos foi no almoço, casa do Raúl, com Cid (Frei Jorge), Luís Nogueira.
Anos Dourados.
Você faz mensão ao João Sebastião Bar.
Cotrim queria que eu fosse sócio, no entanto,
não foi possível, pois, estava casado de novo, tínhamos eu e Wanda a oportunidade de comprar nosso imóvel.
Admirei seu blog. Excelente! Parabéns, acrescentou em minha memória, bonitas lembrançs, grato.
"PASSADO" que se torna "PRESENTE"
Bom Demais!

Plínio de Arruda Sampaio
excelente político.
excelente político.
Ser humano nobre e gentil que
sempre
conservei em minhas
lembranças e coração.
Perdemos essa criatura em
08.julho.2014
*Fazia parte da mesma patota
Jec,Juc. com o
querido amigo Itajiba,
Jorginho, Chico Whitaker,
Paulo Cotrim, Cauduro, Cid
(em seguida Frei Jorge-Dominicano)
e mais e mais...
O poeta e
intelectual, agraciado com Cadeira número 13, na Academia Paulista de
Letras,
José Geraldo Nogueira Moutinho.

Meus queridos amigos:
Mariano Carneiro da Cunha
Ballini

Nossas idas aos domingos, na casa de Anésio e seu irmão João
Carlos Cauduro, para ouvirmos Concerto do Meio Dia/Gazeta. Quase todos da
Sabará, 400, ou Higienópolis, 890.
Igreja São Bento.
Cenário a nos mostrar:
Altarares em suas laterais,
postados, todo grupo da Jec, Juc.
Nossas mãos o missal -
acompanhando. e participando da missa em latim.
Nosso olhar, com sua
arquitetura admirável. Suas imagens tão belas.
Ouvir...? sim, ao
percorrer o latim, em perfeita harmonia com o primoroso canto gregoriano.
Ao fundo seu órgão.
Nessa
atmosfera tão aconchegante, éramos convidados e conduzidos a uma elevação
espiritual no nosso pensar e sentir.
Nosso cenário sofre uma mudança:
Tempos
depois... entenderam que, a celebração da missa, não mais podia ser em latim,
pois nada podia ser entendido.
Cantos
gregorianos (obras-primas)...? Nem pensar. Vamos ter música moderna onde
os jovens possam entender.
Vemos então;
Lá no fundo dessa linda nave:
A Bandinha a Tocar...
A Mulher a Cantar.
..
E o gato a correr... Ai!... Ai!...
Ai!
Muitos dirão com certeza,
ser eu um pernóstico, heim?
Quem sabe! – Tenham
paciência! - Também sou Pecador.
Ao ouvirmos um coral como a
Nona Sinfonia, ou Carmina Burana, ou mesmo uma música popular estrangeira,
mesmo não entendendo suas letras, somos conduzidos a um sentir, a uma profunda
e maravilhosa sensação a correr pelo nosso corpo.
Como o viver em alegria;
Como o viver a tristeza a
nos comover,
em toda sua plenitude.
Terminada a missa, o delicioso café da manhã,
com chocolates da Lacta,
oferecido pelo Convento.
A nossa Religiosidade em
nossa Fé no
Crer...
Crer...
| El Greco |
Em nossa Paixão na Crucificação...
Em todos os momentos ESTÃO
SEMPRE, emoldurados e presentes, a fazer parte o sentido profundo da ARTE, onde
podemos unir a
BELEZA DO SENTIR, a
BELEZA DO OLHAR.
Por quê não ser assim?

*Um dos acontecimentos gostosos da vida é fazer amigos.
De tanto em tanto, surge uma
nova e agradável amizade.
Aqui tiro o tratamento de
Dr.(a). Sentindo, assim, eu e Sussu, mais próximos dessas criaturas que trazem
consigo a excelência médica.
Não podemos deixar de registrar nossa admiração: Ceci Mendes C.
Lopes; Demerval Mattos, Jr; Bernardo Lichewitz, Arlindo Girard Jacob, Ângelo
Rogers Bellini e os mais recentes; Tuphi Abud Filho, João Quirici e Carlos
Alberto Pessoa Rosa.
Tive o prazer de conhecer
este último, numa visita médica, pouco a pouco... me dando conta que ganhava
mais um amigo.
Costumo reclamar ao ver
comportamentos hoje entre as pessoas. - Quem sabe pela idade! Relacionamentos
entre os seres humanos cada vez mais distantes.
Vemos, no nosso dia a dia, a
máquina sendo, aos poucos, substituindo essa relação tão importante e tão boa.
Sentimos a frieza da
máquina, a pressa, o ganhar tempo - que nada mais importa, senão o lucro
desmedido.
Vivemos num estado de espírito que chega quase a angustia ao ver a
corrupção sem fim todos os dias.
A violência de pessoas
cheias de ódio com seus semelhantes. Nos campos de futebol. Nas matanças de
filhos, de país, de avós. No maltrato de esposas e filhos (no que seria o
sagrado lar).
Ódio idiota e
besta, sem limite dos racistas.
E por aí vai, todo mundo
sabe disso.
Nos mais variados ambientes
vemos, tão somente, pessoas com seus celulares, seus tablets, sem nunca
parar... Até mesmos no convívio familiar, tão importante e gostoso, como nas
refeições, o entrelaçamento entre as partes, a comunhão entre todos, é um nunca
acabar desses mesmos aparelhos. Tenho impressão, às vezes, de estar vendo
filmes de ficção com seres de outro mundo. Ou, quem sabe? – EU DE OUTRO MUNDO!
Quando encontramos esses médicos nos sentimos felizes.
Médicos, que na
pré-consulta, um longo papo dos mais variados. Papo esse, que nos
leva, ter parte de nosso problema, já curado.

"o doente que sai
duma consulta mais tranqüilo do que entrou, teve uma verdadeira consulta
porque, do contrário, devia ter o direito de receber de volta os honorários que
pagara"
Aldo Cordovil da Silveira

Médicos à moda antiga,
trazendo em si A SOMA dos exames e avaliações físicas, patológicas - com o
carinho - sempre eficazes - do humanístico.
Tomo a liberdade, - sem sua
aprovação, de estampar uma sua linda poesia, compreenderemos, então, o porquê
dessa grande sensibilidade.
Ventos
a centopéia
(O Ventre do Verbo-Sintrajufe.Porto Alegre.2013)

para as noitadas.
Primeiro
o jantar,
depois
Cinemas (onde imaginem: alguns exigiam, gravata)- Teatro, - depois caminhadas
pelas ruas, às vezes, parte da madrugada, conversando sobre o filme visto, peça
de Teatro ou discutindo temas diversos; religião, filosofia e mais e
mais...
Apreciando
as ruas do centro, que eram varridas por um veículo próprio e, em seguida,
lavadas com o caminhão tanque.
Eh Vida
Boa!
Mais uma lembrança? – Imagine o Bonde
Santana, Voluntários da Pátria, parando para pegar as crianças da escola., Em
seguida, próximo à Igreja, - uma sorveteria. – Ali, o motorneiro parava e a criançada
descia para comprar seu sorvete, numa enorme algazarra feliz, cantando: próprio
das crianças, como um coral:
Clang, clang, fazia o bonde.
Ding.ding, fazia o sino.
Zing, zing faziam as cordas do coração.
Chug, chug, fazia o motor.
Bump, pump fazia o freio.
Tum, tum faziam as cordas do coração.
Buzz, buzz, fazia o apito.
Plop.plop, faziam as rodas.
(Agora Seremos Felizes)
O motorneiro, muito feliz, mas fazendo carinha de bravo, martelava
sua "buzina, ferro com ferro, característica do bonde"
também
aguardava... e aguardava...,
mas com
sua expressão, sempre,
carinhosa.
Bonde, essa maravilha de transporte:
E aí seguimos com mais lembrança:
- como a piada que trás piada..., uma puxa a outra, contamos uma e
lembramos... Em seguida, - outra.
Muito queríamos conhecer Trastevere,
relembrando em nossa memória os maravilhos filmes italianos. Os extraordinários
“De Sicca, Fellini, Visconti, Sérgio Leone, Monicelli, Pasolini e um nunca
acabar de obras-primas, isso, sem esquecer, nos maravilhos ATORES e ATRIZES” (Sempre
com letra MAIÚSCULA).
Não podemos deixar de registrar que, 50
anos depois do cenário de Santana, década de 40, aconteça fato semelhante.
Tomamos um bonde e pedimos ao
motorneiro que nos avisasse quando da Trastevere.
Ele, com a maior simpatia, disse que
sentássemos, - que ele avisaria.
A simpatia ficou ainda maior quando, em
determinado ponto, ele parou o bonde e avisou:
- Tomem aquele ônibus e peça ao
motorista que querem ficar na Trastevere.
Qual não foi nosso espanto e surpresa,
ao ver o nosso motorneiro, em passos largos, - deixando o bonde, indo em
direção ao ônibus que estava, +/- 80
metros, para pedir ao motorista que não deixasse de avisar o casal quando
chegasse à Trastevere.
Quanta satisfação, quando nosso olhar e nossos sentimentos encontram pessoas desse quilate.
Pessoas simples, generosas, sensíveis,
preocupadas em atender ao próximo.
Como é bom, - é bom demais!
Realmente um cenário de filme
italiano.
Naquela loucura de movimento,
num desfile de carros, vespas, - buzinas sem espaço de
segundos, como nunca ouvi igual.
Pessoas, - quando em pares, conversando, gesticulando, como a
reger uma orquestra, - próprio dos italianos quando conversam.
Lembrando naquela barafunda, com seus acordes, as sinfonias dos
mestres barulhentos, mas gostosas de se ouvir.
Aquela agitação. Aquela profusão de sons nos faz sentir,
como sentimos ao ouvir um Stravinski, um Wagner ou Beethoven com
sua 5ª Sinfonia. – Maravilha! Muita Maravilha!
Santo Ângelo, por ver tantas
maravilhas, com obras de arte espalhadas pela cidade, belezas sem fim a céu
aberto, seus museus,
suas edificações, suas pontes, - maravilhas que não acabam!!!...
Deixou sua morada no Olimpo, em caminho de Roma,
onde os romanos criaram sua nova morada,
- o monumento “Santo Ângelo”.
Lá, o magnífico Anjo pode admirar e
proteger sua nova cidade.
Estas e outras são as
inúmeras passagens singelas que guardaremos em nossa memória para toda vida.
Sinto mesmo orgulho quando sei que em
minhas veias corre, - mesmo sendo uma parcela pequena de ¼, o sangue italiano.
ROMA! - cidade maravilhosa, até mesmo invertendo seu nome, reafirma sua maravilha:
AMOR!

Nossas idas ao Cine Metro, depois da missa São Bento, para assistir
Tom e Jerry, onde era necessário estar acompanhados de crianças. Acreditem no
Inacreditável! - pedíamos aos pais, com mais de um filho, o empréstimo de um
dos seus, para que pudéssemos entrar.
Isso nunca era recusado.
Que Beleza!!! - Que
Beleza!!!
Mais Beleza?
Festas! Quantas Festas!

4º Centenário de São Paulo.
Nunca vi tanta alegria pelas ruas pelos
bairros,
pela cidade toda.
Era o 4º Centenário...
Era o Centro...
Era a Copa do Mundo...
Era o Ibirapuera...
Era o Corso na Avenida Paulista. Ai! Ai!
Quanta Saudade você me trás. (Zeca
Bergami/Inezita Barroso)
*Estas, atiradas pelos Deuses Alados,
em suas Carruagens Doiradas.
***Não me perguntem os nomes
dos amigos, - pois meu olhar - como a sonhar com essa magia
Só podia ver um céu a fazer-se
azul-noite,
com suas estrelas,
azul-noite,
com suas estrelas,
Deusas e suas Semidéias, formando
inúmeras mandalas, no iluminado firmamento
- num piscar e piscar,
exibindo entre elas, para seu
centro, um amor infindo.
Parte dessas estrelas estava a
Fernanda morena dos cabelos negros, como minha estrela maior!

O grande show de Elizete Cardoso
(A Divina),
amiga do Paulo, veio com seu grupo de samba, começando na Praça
Roosevelt, subindo toda a Consolação e entrando na Sabará, 400.
No quintal, colocado um piano. A casa, em parte, decorada pelo
Antônio Augusto Antunes, Neto, arquiteto, figura ímpar em bondade e talento.
Isso por volta de 1959 ou 60. E o show continuou noite adentro.
Êta Coisa Boa!!!
Mais recordações de seres humanos de
Grande significado;
Geraldo Vandré
| article wn |
| Jura |

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo canhões
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo canhões
(...)

Cotrim, adquiriu um Jaguar.
Seu forte era o intelecto.
Manual? - muito nulo.
Não sabia dirigiar.
O Jaguar, com seus lindos estribos, lembrando, com suas curvas elegantes,
as Ondas do Mar!
Vandré - trazia em suas mãos o dominar
- com perfeição - a fera Jaguar.
Sendo, sempre o Maestro único em seu dirigir.
Assim, saíamos para os passeios,
Vandré, Cotrim Wanda e eu.
Chegando em nosso destino, o jantar ou almoço.
Em seguida o repouso,
ouvindo Vandré;
tocando e cantando, com seu inseparável violão,
suas tão lindas canções.
Quanta Saudade!

Hoje, no correr do tempo, veio em minha
lembrança o filme:
Mephisto
Direção: István Szabo
Klaus Maria Brandauer
1981
Excelente
com seu Violão e suas Realistas e Fortes Canções.
Coberto de INJUSTIÇAS,
que deve o Brasil, se ainda tiver um pingo de decência,
as desculpas pelo que






















Jura, obrigado por compartilhar meu poema.
ResponderExcluirabr
Agradeço suas palavras amigas.
ExcluirUm abraço.
Jura